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Espironolactona para acne hormonal: como funciona



A espironolactona é um medicamento utilizado principalmente como diurético e no tratamento de algumas condições cardiovasculares. Entretanto, também é empregada no tratamento da acne hormonal, especialmente em mulheres adultas.

Seu benefício contra as espinhas está relacionado à capacidade de reduzir a ação dos hormônios androgênicos na pele. Mas como um medicamento que atua na aldosterona pode ajudar a controlar a acne? E por que seu uso não costuma ser recomendado para tratar espinhas em homens?

1. Como a espironolactona age na aldosterona?

A aldosterona é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que atua nos rins, ajudando a regular a quantidade de sódio, potássio e água no organismo. Dessa forma, participa do controle da pressão arterial e do equilíbrio dos líquidos corporais.

A espironolactona bloqueia os receptores mineralocorticoides, impedindo parcialmente a ação da aldosterona. Com isso, aumenta a eliminação de sódio e água pela urina e reduz a eliminação de potássio.

Esse é seu principal mecanismo diurético. Entretanto, sua ação contra a acne ocorre por outro mecanismo: o efeito antiandrogênico.

2. Qual é a relação entre os andrógenos e a acne?

A acne hormonal está associada, entre outros fatores, à ação dos hormônios androgênicos, como a testosterona e a di-hidrotestosterona (DHT).

A testosterona pode ser convertida em DHT pela enzima 5-alfa-redutase. A DHT é um andrógeno potente, e ambos os hormônios podem atuar nos receptores androgênicos presentes nas células da pele, incluindo as das glândulas sebáceas.

Quando esses receptores são ativados, podem estimular a produção de sebo. O excesso de oleosidade, associado à obstrução dos folículos, à proliferação da bactéria Cutibacterium acnes e à inflamação, contribui para o aparecimento das espinhas.

É nesse processo que a espironolactona pode atuar.

3. Como a espironolactona ajuda a combater a acne?

Além de bloquear os receptores da aldosterona, a espironolactona possui atividade antiandrogênica. Ela antagoniza os receptores androgênicos e pode interferir na produção e no metabolismo dos hormônios sexuais.

Ao reduzir a ação dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas, o medicamento pode diminuir a oleosidade da pele e contribuir para o controle das lesões.

É importante entender que a espironolactona não trata a acne principalmente por bloquear a aldosterona, mas por reduzir a ação dos andrógenos.

O tratamento pode ser considerado em mulheres com acne persistente na idade adulta, lesões recorrentes no queixo e na linha da mandíbula ou piora das espinhas em determinados períodos do ciclo menstrual. Também pode ser uma opção quando outros tratamentos não proporcionam resultados suficientes.

A melhora costuma ocorrer gradualmente, ao longo de várias semanas, podendo continuar aumentando durante alguns meses. A resposta varia de pessoa para pessoa.

4. Por que a espironolactona não costuma ser ideal para tratar acne em homens?

A mesma ação antiandrogênica que pode beneficiar mulheres com acne hormonal pode causar efeitos indesejados em homens.

A testosterona exerce funções importantes na saúde sexual e reprodutiva masculina. Ao interferir na ação dos andrógenos, a espironolactona pode provocar:

  • Ginecomastia: aumento do tecido mamário, às vezes acompanhado de dor ou sensibilidade.

  • Redução da libido: diminuição do desejo sexual.

  • Disfunção erétil: dificuldade para obter ou manter uma ereção.

  • Alterações hormonais: interferência no equilíbrio e na ação dos hormônios sexuais.

Esses efeitos não acontecem em todos os pacientes. O risco depende de fatores como dose, duração do tratamento e características individuais.

Por isso, a espironolactona não costuma ser a primeira escolha para tratar acne masculina, já que existem alternativas eficazes que não apresentam o mesmo perfil de interferência hormonal.

Isso não significa que o medicamento seja proibido para homens. Ele pode ser indicado para outras doenças, como determinadas condições cardíacas e casos de hipertensão, quando os benefícios justificam os riscos.

5. Quais são os outros riscos e cuidados?

Além dos possíveis efeitos hormonais, a espironolactona pode causar:

  • Aumento do potássio no sangue, chamado hipercalemia.

  • Queda da pressão arterial e tontura.

  • Alterações da função renal.

  • Desidratação, em determinadas circunstâncias.

Pessoas com doença renal, potássio elevado ou que utilizam medicamentos que aumentam o potássio precisam de atenção especial. Dependendo do quadro clínico, o médico pode solicitar exames de potássio e função renal antes e durante o tratamento.

O uso também exige cuidados durante a gravidez, devido à possibilidade de efeitos antiandrogênicos sobre o desenvolvimento sexual de um feto masculino.

A espironolactona não deve ser iniciada por conta própria nem utilizada apenas porque as espinhas parecem ter origem hormonal.

6. Quais são as alternativas para tratar acne em homens?

O tratamento depende da gravidade das lesões, do risco de cicatrizes e da resposta às terapias anteriores. Entre as opções estão:

Adapaleno: retinoide tópico que ajuda a desobstruir os folículos e prevenir novas lesões.

Peróxido de benzoíla: auxilia no controle das bactérias associadas à acne e das lesões inflamatórias.

Ácido azelaico: pode ajudar a controlar a acne e as marcas escuras deixadas pelas lesões.

Antibióticos orais: podem ser indicados em casos selecionados de acne inflamatória, geralmente por tempo limitado e associados a outros tratamentos.

Isotretinoína oral: pode ser considerada nos casos graves, com risco de cicatrizes ou resistentes a outros tratamentos, sob acompanhamento médico.

A escolha deve ser feita por um dermatologista. Nem toda acne é causada por uma alteração hormonal, e nem todo paciente precisa de medicamentos sistêmicos.

Conclusão

A espironolactona possui dois mecanismos relevantes: bloqueia os receptores mineralocorticoides, reduzindo a ação da aldosterona, e exerce efeito antiandrogênico, diminuindo a influência dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas.

É justamente essa segunda ação que explica sua utilidade no tratamento da acne hormonal em mulheres e também os motivos para evitar seu uso rotineiro contra acne em homens.

O tratamento deve considerar a eficácia, os efeitos adversos e as características individuais de cada paciente. A orientação dermatológica é fundamental para escolher a opção mais segura e adequada.

Aviso: este artigo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica. Não inicie, suspenda ou altere medicamentos sem orientação profissional.


Fontes e referências científicas

  1. American Academy of Dermatology (AAD). Informações sobre terapia hormonal para acne.
    https://www.aad.org/public/diseases/acne/derm-treat/hormonal-therapy

  2. American Academy of Dermatology. Diretrizes para o tratamento da acne vulgar, publicadas no Journal of the American Academy of Dermatology em 2024.
    https://www.jaad.org/

  3. EuroGuiDerm. Diretriz europeia para o tratamento da acne, com atualização publicada em 2025.
    https://www.guidelines.edf.one/

  4. DailyMed — U.S. National Library of Medicine. Informações oficiais de bula da espironolactona, incluindo mecanismo de ação, advertências, hipercalemia e efeitos adversos.
    https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/search.cfm?query=spironolactone

As fontes acima oferecem informações complementares sobre o tratamento da acne, a ação antiandrogênica e os cuidados de segurança da espironolactona.

Remédios que atacam os Rins





Os rins são os principais órgãos responsáveis pela filtração e eliminação de substâncias tóxicas que circulam no sangue.

Vários medicamentos usados frequentemente na prática médica, que podem causar lesão renal se forem usados de modo inapropriado. Damos o nome de fármacos nefrotóxicos a todos os medicamentos que apresentam potencial risco de causar lesão nos rins.

Anti-inflamatórios


O principal efeito maléfico dos AINES é a redução da filtração renal, ou seja, da capacidade dos rins em filtrar o sangue.

O anti-inflamatório é, portanto, uma droga contra-indicada em pacientes com insuficiência renal.

Outra lesão relacionada aos anti-inflamatórios é a nefrite intersticial, uma espécie de reação alérgica localizada no rim. A nefrite intersticial pode ser causada por várias drogas além dos anti-inflamatórios e se apresenta principalmente como uma insuficiência renal aguda, com rápida elevação da creatinina.

AAS

O AAS também é um anti-inflamatório e deve ser usado com cautela em pacientes com doenças renais.

Antibióticos


Os antibióticos também são causa de nefrite intersticial. Diferentemente da nefrite pelos anti-inflamatórios, no caso dos antibióticos a proteinúria é pequena, mas outros sintomas como febre e manchas vermelhas pelo corpo associado a insuficiência renal aguda, ocorrem com maior frequência.

Vários antibióticos podem causar nefrite intersticial, principalmente as penicilinas, rifampicina, ciprofloxacino e trimetoprim/sulfametoxazol (Bactrim®).

Alguns antibióticos são nefrotóxicos por natureza e devem ser evitados em doente renais crônicos. Os mais comuns são:

- Aminoglicosídeos (ex: Gentamicina, Amicacina, Estreptomicina, Tobramicina e Neomicina).

- Anfotericina B.

- Pentamidina.

Analgésicos

A lesão renal renal pelo uso prolongado de analgésicos era muito comum até a década de 80, e caiu vertiginosamente após a retirada da Fenacetina do mercado. Hoje, as lesões relacionadas aos analgésicos são causados pelo uso diário e prolongado (por meses ou anos) do Paracetamol, principalmente se associado ao ácido acetilsalicílico (AAS).

A dipirona é muito pouco usada em vários países da Europa e nos EUA, por isso existem poucos estudos sobre seu toxicidade renal. Aparentemente, esse analgésico é uma opção segura para os pacientes com doença renal.

Antipsicóticos


Um estudo publicado em 2014 com 200 mil indivíduos com idade acima de 64 anos mostrou que os pacientes idosos que tomam quetiapina, olanzapina ou risperidona, um grupo de fármacos chamado antipsicóticos atípicos, apresentaram um risco duas vezes maior de hospitalização por lesão aguda do que os pacientes da mesma idade que não tomam nenhum dos três medicamentos.

Outros medicamentos

- Lítio: usado principalmente no distúrbio bipolar ( antigo distúrbio maníaco-depressivo).

- Aciclovir: antiviral.

- Indinavir: antirretroviral usado na SIDA (AIDS).

- Ciclosporina: imunossupressor usado em transplantes e doenças autoimunes.

- Tacrolimus: igual à ciclosporina.

- Ciclofosfamida: imunossupressor usado em doenças autoimunes e algumas neoplasias.

Corticoides

Os anti-inflamatórios hormonais ou corticoides são medicamentos à base de hormônios que são produzidos pelas glândulas supra-renais. O uso indiscriminado destes medicamentos podem causar lesão renal.

Os principais corticoides de ação sistêmica vendidos no Brasil são: Prednisona, Dexametasona, Betametasona, Budesonida, Hidrocortisona, Deflazacorte, Triancinolona, Clobetasol.

Outro efeito colateral dos Corticoides é o edema(retenção de líquidos). Os corticoides promovem aumento da reabsorção de Na+ e excreção de K+ pelo rim.

Altas doses por tempo prolongado podem produzir alcalose metabólica hipocalêmica. Os glicocorticoides aumentam o "clearance" de água livre devido a um efeito direto no túbulo renal e a um aumento na taxa de filtração glomerular.

Os corticoides podem também inibir a secreção de hormônio antidiurético (ADH), mas não se sabe se diretamente ou por algum mecanismo indireto.

Vitamina C


É bom ter muito cuidado com o uso excessivo de vitamina C, pois dose muito alta desta vitamina aumenta o risco de efeitos indesejáveis, inclusive provoca depósito de oxalato de cálcio, necrose tubular aguda e/ou insuficiência renal (mau funcionamento dos rins).

Indivíduos com insuficiência renal (mau funcionamento dos rins) devem consultar um médico ou profissional de saúde antes de tomar doses altas de vitamina C.

Pacientes com insuficiência renal grave ou terminal (sob diálise) não devem exceder uma dose diária de 100 mg de ácido ascórbico, devido ao risco de formação de cálculos urinários.

Suplementos de Cálcio


O uso constante de cálcio pode provocar hipercalcemia. O cálcio aumenta risco de cálculos nos rins em quem tem predisposição à formação de pedras. Nem todo cálcio ingerido é absorvido pelos ossos e, com o excesso da substância na corrente sanguínea, ela é direcionada para o rim, a fim de ser expelida. Entretanto, com a alta quantidade do mineral no rim, ocorre a calcificação, originando as pedras.


Com informação de MDSAUDE

Eliminando gordura e toxinas - Sucos Funcionais - Detox



As frutas e verduras são fontes de fitoquímicos e nutrientes como minerais e vitaminas, estes alimentos regulam processos do organismo, ajudam na transmissão dos impulsos nervosos, contração muscular e equilíbrio acidobásico.

As frutas e verduras apresentam substâncias com ação medicinal. Umas são adstringentes, emolientes, algumas têm funções gástricas, ativam as funções intestinais e desintoxicam o organismo.

Nos sucos naturais encontramos diversos nutrientes que se complementam, contribuindo para uma dieta balanceada e para a prevenção de diversas doenças.

Modo de Preparo dos Sucos Naturais


Os sucos devem ser feito no liquidificador sem colocar água.

Tome um copo em jejum até às 10h, um copo meia hora antes do almoço e outro antes do jantar.

Para não enjoar do sabor, varie o suco, pois todos são desintoxicantes e têm benefícios diferentes.

Sucos para aumentar as defesas do organismo

1. Suco verde da Camila Pitanga

2 maçãs + 1 cenoura + 1 talo da aipo (salsão) + 1/3 de maço de hortelã

2. Pepino, maçã e couve - Da brilho aos cabelos 

1 pepino pequeno + 1 maçã grande sem semente + 2 folhas de couve + 1 punhado de semente germinada*

3. Cenoura e espinafre - Favorece o bronzeado


2 maçãs sem semente + 1 pepino + 1 cenoura + 1 punhado de espinafre + 1 punhado de semente germinada*

4. Melancia e couve

1 xícara de melancia picada + 1 maçã sem semente + 1 inhame cru pequeno sem casca + 1 folha de couve + 1 punhado de semente germinada*

5. Maçã e beterraba - Melhora a concentração

2 maçãs sem semente + 1 beterraba + 1/2 maço de hortelã + 1 punhado de semente germinada*

* Como germinar a semente: Coloque de uma a três colheres (sopa) de grãos (soja, arroz e aveia) ou de sementes (girassol ou linhaça) em um vidro e encha-o com água limpa. Cubra-o com pano e prenda com elástico. Deixe de molho por 8 horas. Despeje a água e enxágue sob a torneira. Deixe o vidro inclinado em um escorregador, na sombra. Enxágue pela manhã e à noite. O processo dura 24 horas.

Sucos para eliminar toxinas


1. Banana e mamão - Engana a fome 


1 copo de água de coco + 1 banana-maçã + 1/2 mamão papaia + 1 colher (sopa) de linhaça

2. Cenoura e alface


4 a 5 cenouras + 1 pedaço (100 g) de repolho + 7 a 8 folhas de alface

3. Maçã e repolho - Melhora o sono

5 cenouras + 1/4 de repolho verde pequeno + 1/2 maçã

4. Couve e cenoura

5 a 6 cenouras + 4 folhas de couve + 4 galhinhos de salsinha + 1/2 maçã

5. Pepino e laranja lima

1 cenoura grande + 2 dedinhos de raiz de gengibre + 1 pepino + 2 folhas de couve manteiga + 1 laranja lima


6. Melancia e uva - Hidrata o organismo 

2 fatias de melancia + 1 laranja sem casca + 2 cachos pequenos de uvas verdes + hortelã

VITAMINA COM AVEIA

Ingredientes:

- ½ litro de leite gelado (500 ml)

- 3 colheres de aveia

- 10 morangos picados

- 1 banana cortada em rodela

- 1 pêssego picado sem a pele

- Mel para adoçar

Modo de Preparar:

- Bata bem todos os ingredientes no liquidificador.

Fonte: Nutrição e Dietética

Uso Prolongado de Corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão



Os anti-inflamatórios hormonais ou corticoides são medicamentos à base de hormônios que são produzidos pelas glândulas supra-renais.

Os principais corticoides de ação sistêmica vendidos no Brasil são: Prednisona, Dexametasona, Betametasona, Budesonida, Hidrocortisona, Deflazacorte, Triancinolona, Clobetasol.

Os corticoides são muito utilizados para tratar:

- Doenças do trato respiratório;
- Doenças dermatológicas;
- Doenças gastrointestinais;
- Doenças hepáticas;
- Edemas cerebrais;
- Alergias;
- Processos inflamatórios.


Uso prolongada de medicamentos corticosteroides leva à síndrome de Cushing

Características da Síndrome de Cushing:

- Desfiguração cosmética, que envolve ganho de peso com acúmulo de gordura;
- Redução da tolerância a carboidratos;
- Fragilidade vascular;
- Pele fina;
- Miopatia;
- Fraqueza muscular;
- Hipertensão arterial;
- Osteoporose;
- Maior suscetibilidade a infecções;
- Alterações psiquiátricas.

A síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis séricos elevados de glicocorticoides, especialmente cortisol, no sangue.

Nas mulheres são muito frequentes as alterações menstruais e o surgimento de pelos corporais na face, no tórax, no abdômen e nos braços e pernas. Além disso, pode também haver queda de cabelo semelhante à calvície masculina e diminuição das mamas.

Nos homens causa perda do interesse sexual. Como grande parte dos pacientes desenvolve hipertensão arterial e diabetes, podem surgir sintomas associados ao aumento da glicose e da pressão arterial tais como dor de cabeça, sede exagerada, aumento do volume urinário, aumento do apetite e visão borrada. Em caso de aumento exagerado de pelos, pode ocorrer também o surgimento de espinhas na face e no tronco.


Risco de Diabetes - Aumento de Glicose no Sangue

O uso prolongado de corticoides por via sistêmica (oral ou injetável ) está associado a um grande risco de diabetes a pacientes predisposto. A intolerância a glicose esta relacionada a um aumento da produção de glicose hepática, redução na utilização da glicose periférica e aumento da resistência da insulina, com inibição dos efeitos da insulina miócitos e adipócitos.


O uso constante pode causar aumento da Glicose no Sangue e Obesidade

Diminuição da utilização periférica de glicose.

Os glicocorticoides podem induzir o aparecimento de diabetes, que é considerado ser moderado, estável, usualmente sem cetose, relacionado com a dose e a duração da administração.

O diabetes na maioria das vezes é reversível com a parada da administração do corticoide, embora os indivíduos com predisposição genética possam permanecer diabéticos.

Neoglicogênese (produção de glicose a partir de substratos como aminoácidos, o que implica um importante efeito catabólico).

No nível hepático, os corticoides promove a deposição de glicogênio tendo efeito semelhante ao da insulina.

Com relação ao metabolismo lipídico, seu efeito agudo é de ativar a lipólise, mas em longo prazo, promove uma redistribuição característica do tecido adiposo que confere ao paciente o clássico aspecto de obesidade centrípeta, com ganho de peso.


Terapêutica com altas doses de corticoide podem provocar aumento do VLDL e LDL.


Causa Fraqueza e Osteoporose

No metabolismo proteico, os corticoides apresentam duas ações, isto dependendo da dose administrada: em doses fisiológicas atuam como agentes anabolizantes, incorporando proteína, mas em doses farmacológicas são francamente catabólicos, promovendo intenso desgaste proteico causando pele frágil, friável, fraqueza muscular intensa com redução de massa muscular e desgaste da matriz óssea implicando em mau desempenho no desenvolvimento da estatura em crianças em fase de crescimento.

O corticoide produz redução da massa muscular por inibição da síntese proteica e aumento do catabolismo proteico com balanço nitrogenado negativo.


Causa Perda de Cálcio

No sistema músculo-esquelético, os corticoides reduzem os osteoblastos e aumentam a atividade osteoclástica,com perda de massa óssea. Reduzem a absorção intestinal de cálcio, antagonizando os efeitos da vitamina D, promovem calciúria e levam a hiperparatireoidismo secundário, com aumento do paratormônio.

O efeito final desta série de eventos é uma pronunciada osteopenia seguida de osteoporose, fato que acontece mais acentuadamente em fase intensa de crescimento ósseo: adolescentes em fase de estirão são mais prejudicados por tais efeitos e meninas são mais afetadas que meninos.


Diminui o Crescimento em Crianças

Crianças que recebem excesso de corticosteroide exibem atraso no crescimento. Isto ocorre por efeito direto no esqueleto, diminuição da absorção de cálcio no intestino e efeito antianabólico e catabólico nas proteínas dos tecidos periféricos.
Os corticoides interferem com a secreção de GH e podem antagonizar diretamente algumas de suas ações periféricas.


Causa Edema


Os corticoides promovem aumento da reabsorção de Na+ e excreção de K+ pelo rim. Altas doses por tempo prolongado podem produzir alcalose metabólica hipocalêmica. Os glicocorticoides aumentam o "clearance" de água livre devido a um efeito direto no túbulo renal e a um aumento na taxa de filtração glomerular.

Os corticoides podem também inibir a secreção de hormônio antidiurético (ADH), mas não se sabe se diretamente ou por algum mecanismo indireto.


Leia aqui : Uso de dipirona pode diminuir a Imunidade e as Plaquetas



Fonte :EFEITOS METABÓLICOS E MANUSEIO CLÍNICO DOS CORTICOSTERÓIDES - Disponível em centrocochranedobrasil

PREVALÊNCIA E RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE CORTICÓIDES ORAIS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA DISPENSADOS EM ALGUMAS FARMÁCIAS COMERCIAIS DO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS MS-

Medicamentos contra-indicados para Portadores de Glaucoma



Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular que pode ocasionar lesão ao olho se não for tratado. A pressão intra-ocular aumentada pode comprimir os vasos sanguíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho. Devido à falta de irrigação sanguínea, as células nervosas da retina e o nervo óptico vão morrendo provocando perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual. Se o processo não for controlado pode levar à cegueira.

O exame para diagnosticar a doença, apesar de ser um pouco desconfortável, é rápido e pode ser feito no consultório do oftalmologista.

Leia aqui : Alimentos que melhoram a Visão


Sinas de Alerta


- Estreitamento da visão (visão em túnel)

- Diminuição da visão

- Visão nublada

- Dor nos olhos

Fatores de risco

-Idade acima de 40 anos

-História familiar de glaucoma

-Diabetes

-Uso prolongado de algumas medicações, como corticosteroides (Prednisona, Dexametasona, Betametasona).

No caso de glaucoma crônico ou glaucoma simples ou glaucoma do ângulo aberto, a maioria dos medicamentos tem pouca influência.

Já no caso do glaucoma do ângulo estreito, que é o ângulo da câmara anterior, a dilatação da pupila estreita mais ainda esse ângulo e a drenagem do humor aquoso fica difícil. Medicamentos que agem no sistema nervoso autônomo podem fazer com que a pupila se dilate comprometendo o escoamento do humor aquoso.

Leia aqui : Uso de dipirona pode diminuir a Imunidade e as Plaquetas

Medicamentos contra-indicados para glaucoma do ângulo estreito ou fechado:


- Antiespasmódicos contêm Escopolamina que pode causar pequena dilatação da pupila e, dependendo da anatomia do olho, elevar sua pressão interna por retenção do humor aquoso.


- Corticoides - Dexametasona, Prednisona, Betametasona - O uso prolongado dos corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos. É fundamental um controle das condições do cristalino e da pressão intra-ocular sempre que se usar tais medicamentos, principalmente sob a forma de colírios.


- Cloridrato de Difenidramina - Presente em Pastilhas.

- Descongestionante - Fenilefrina, Nafazolina, Pseudoefedrina - Presente em Anti-gripais.

- Medicamentos com ação anticolinérgica , a
ntidepressivos tricíclicos (Amitriptilina) - ADT, antipsicóticos de baixa potência (Alprazolam), antiparkinsonianos e inibidores da monoamino-oxidase - IMAO) podem precipitar crise de glaucoma de ângulo fechado, portanto devem ser evitados. 

- Anti-espasmódicos à base de derivados de beladona, atropina, homatropina, também merecem atenção especial, pois podem estar contra-indicados em pessoas portadoras de glaucoma de ângulo estreito ou fechado. Nestas situações a droga pode provocar uma midríase (pupila dilatada) elevando-se a pressão intra-ocular a patamares bastante elevados e desencadeando um quadro de glaucoma agudo que vai exigir um tratamento de urgência oftalmológica. 

- Anti-histamínicos - Dexclorfeniramina, Clorfeniramina, Doxilamina, Clemastina presente em xaropes antialérgicos, antitussígenos e antigripais.

- Dose elevada de Orfenadrina, Dimenidrinato, Prometazina pode ocasionar midríase e crise do fechamento angular agudo.

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